A obesidade infantil começa no útero

Pelo menos é o que dizem algumas pesquisas. O problema é considerado, mundialmente, como uma Doença Crônica Epidêmica Não Transmissível (DCENT). A boa notícia: a obesidade pode ser evitada durante o pré-natal.

Alguns hábitos durante a gestação tendem a ampliar as chances de o bebê se tornar uma criança obesa. Por isso, insistir que as mães façam o pré-natal é nosso dever, como familiares ou profissionais da primeira infância.
Há alguns fatores de risco na gravidez que levam ao aumento de peso dos pequenos:

1. Tipo de parto
2. Diabetes gestacional
3. Sobrepeso ao engravidar

Este último às vezes pode levar ao diabetes gestacional e à hipertensão, dois problemas que, em algumas circunstâncias, acabam influenciando no tipo de parto, ou seja, a necessidade de se fazer uma cesariana, procedimento com mais riscos de complicações do que o parto vaginal.

Um estudo divulgado pela Genome Medicine traz informações bem importantes sobre o tema. Por exemplo: grandes quantidades de gordura ingeridas durante a gestação podem interferir na formação de um menor número de bacteroides (os “bichinhos do bem” que habitam o intestino) do bebê, o que, consequentemente, afeta o sistema imune e a evolução do peso da criança.

A cesariana também interfere nesse ecossistema, essencial para protegê-lo de infecções e, também, do risco de ganhar mais peso do que deveria. Quando o parto é normal, o problema não ocorre. As chances de a criança se tornar obesa por conta do parto cirúrgico são de 15% a mais do que aquelas que nasceram de parto via vaginal.

Já, o diabetes gestacional, segundo algumas pesquisas, tende a aumentar em 53% o risco de obesidade quando a criança alcança a fase dos 9 aos 11 anos.

De qualquer forma, a grande mensagem que fica de tudo isso é, mais uma vez, a importância da prevenção. Quando a mulher engravida, frequentar as consultas de pré-natal, fazer os exames de rotina e os que possam detectar algum problema são determinantes para que a gestação transcorra com mais tranquilidade e segurança.

Uma boa dica, especialmente aos profissionais que atuam com essas mulheres, é ler a publicação “Formação em trabalho com grupos: famílias grávidas e com crianças até 3 anos” , que traz orientações bacanas de como estimular a gestante a não descuidar do autocuidado e da saúde de seu bebê, com o apoio dos parceiros e familiares.

A obesidade infantil precisa ser combatida também no pós parto, durante os primeiros anos de vida, com hábitos alimentares que favoreçam uma vida saudável à criança. Sobre isso, clique aqui e faça o download de um documento que explora o tema.

Na série “Quando tudo começa”, do Discovery Home & Health em parceria com a Fundação Maria Cecilia, o cuidado com a nutrição é um ponto destacado nos episódios, que você acessa aqui.

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