A primeira infância do lado de baixo do Equador

Artigo do Banco Interamericano de Investimento (BID), que inspirou este post, traz o cenário das iniciativas dos países do Cone Sul para promover o desenvolvimento infantil. Vale a pena conferir e se inspirar!

Brasil: o Maior do Mundo – lançamento do ambicioso programa Criança Feliz, em 2016, que tem como objetivo construir intervenções estaduais e municipais, como acontece com o programa Primeira Infância Melhor (PIM), do Rio Grande do Sul. A ideia é priorizar as crianças das famílias do Bolsa Família, prevendo beneficiar 600 mil crianças até 3 anos, 370 mil grávidas e acompanhar 3,1 milhões de crianças em 2018 – o que tornaria esse o programa de primeira infância o “maior do mundo”.

Argentina: creches – No final do ano passado, o presidente argentino lançou o Plano Nacional para a Primeira Infância cujo objetivo é a expansão ou construção de 3 mil creches, bem como melhorar a qualidade dos cuidados de crianças em situação de vulnerabilidade por meio da renovação e melhoria nos espaços educativos voltados a crianças de 0 a 4 anos. A autora do artigo reforça que a quantidade é importante, mas o governo precisa criar mecanismos que garantam a qualidade dos serviços.

Paraguai: suporte para os primeiros mil dias – o programa nacional para apoiar o estímulo pontual foi transformado em lei, no final de 2016 com o objetivo de gerar consciência social sobre a importância da estimulação sensorial, da alimentação adequada e do cuidado nos dois primeiros anos de vida. Cada criança nascida no Paraguai vai receber um “kit” de itens com os quais sua família pode melhorar conhecimentos e práticas, a fim de fortalecer os cuidados parentais.

Monitoramento e avaliações no Cone Sul – acompanhar os programas, definir indicadores e metas, mensurar resultados são ações que estão se tornando práticas importantes nesses países. Alguns exemplos:
No Brasil, a visita domiciliar do programa Cresça com Seu Filho (Fortaleza-CE), que funciona como um braço da intervenção Estratégia de Saúde da Família, vai passar por uma ampla avaliação para moldar uma política pública nacional.

Na Argentina, foram lançadas publicações com a análise quantitativa sobre primeira infância, incluindo o “Barómetro de la Deuda Social de la Infancia”, que faz um importante diagnóstico sobre as atitudes parentais de argentinos das grandes cidades.

No Uruguai, no final do ano passado, foram apresentados os resultados preliminares da avaliação de impacto do programa Uruguai Cresce Contigo, de visitas domiciliares.

No Chile, em dezembro, o Ministério da Saúde, o UNICEF e a Organização Pan-Americana da Saúde organizaram o seminário ”Investimento Público na primeira infância: O desafio de investir em qualidade para o desenvolvimento das crianças”, cujo principal objetivo foi lançar regionalmente os principais resultados desta série da Lancet sobre a primeira infância. O ponto forte do evento foi o discurso do Presidente da República, Michelle Bachelet, que destacou o aumento do investimento fiscal na primeira infância em mais da metade de um ponto percentual do PIB entre 2010 e 2015.

Ele também ressaltou os resultados da avaliação de impacto do programa “Ninguém é perfeito”, voltado a famílias, lembrando que, apesar da importância da família para a primeira infância, o Chile ainda possui poucas políticas voltadas ao núcleo familiar, que continua carente de recursos.

A articulista analisa como essenciais os processos de avaliação de programas com informações para embasar novas iniciativas, mas reforça a importância de se criar sistemas que gerem dados consistentes com frequência para inspirar ajustes nas diferentes intervenções.

Clique aqui e confira o artigo na íntegra.

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