Alimentação na escola: uma forma saudável de educar

Nosso país tem seguido a tendência mundial: mais indivíduos com obesidade e sobrepeso a cada ano, aumento de mortes por problemas cardíacos, vasculares, diabetes… Para mudar esse cenário, é preciso investir no comportamento alimentar da primeira infância. A escola é um espaço privilegiado para isso.

Vivemos uma dicotomia: de um lado, crianças que ainda passam fome. De outro, as que estão obesas. Nos dois grupos, a desnutrição também atinge alguns indivíduos.

Além do dia a dia com a família, existe outro espaço comum que todos frequentam na infância, pelo menos em sua grande parte: a escola. Nesse lugar, os hábitos alimentares também podem ser trabalhados como uma forma de ajudar a combater os dois problemas e as suas consequências para a vida adulta. Isto porque é na primeira infância que esses hábitos começam a ser moldados.

Na matéria que inspirou este post, do site Educação Integral, informações bem importantes falam das necessidades alimentares dos pequenos e como atendê-las de uma maneira educativa e sadia. Por exemplo:

  • as unidades escolares com período integral precisam suprir, no mínimo, 70% das necessidades nutricionais diárias das crianças, distribuídas em pelo menos três refeições
  • as que atuam parcialmente, em um turno, precisam atender 30% dessas necessidades, em pelo menos duas refeições.
  • importante também respeitar a cultura e os hábitos locais, a faixa etária, e equilibrar os horários das refeições.

 

Mas o que é uma refeição saudável para a criança? É aquela composta por alimentos mais naturais, sem muito processamento, como arroz, feijão, frutas, verduras, legumes, leite pasteurizado, dentre outros. Quanto menos industrializado for o alimento, melhor. Consumos de açúcar, sal e gordura também são restritos e devem seguir padrões oficiais estabelecidos.

A hora de comer, para alguns especialistas, deve ser um momento pedagógico, de aprendizado, que dialogue com valores culturais, afetivos e sociais. Ajudar a criança a refletir sobre o que escolher, como variar seu prato, a quantidade que irá consumir, podem trabalhar habilidades como autonomia, responsabilidade e a importância de evitar o desperdício. Tudo isso tende a virar postura cotidiana se a criança contar com o apoio e exemplo dos pais.

A matéria cita a Escola Municipal de Educação Infantil Julitta Prado Alves de Lima, de São Paulo, como exemplo na hora de repensar o momento da alimentação.

Lá o modelo é self service, dando autonomia à criança, incentivando-a a experimentar o novo. Também adotaram pratos e copos de vidro e talheres comuns, no lugar dos de plástico, por serem mais higiênicos, retratarem a rotina que as crianças seguem em casa e contribuírem ao meio ambiente.

Veja o episódio da série “Quando Tudo Começa” que aborda esse tema.

Há outras experiências bem bacanas que vale conhecer, acessando aqui a matéria na íntegra.

Depois, conte pra gente como é a hora do lanche e almoço na escola onde você trabalha ou seus filhos frequentam.

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Comments

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  1. avatar

    Caro amigo muito bom seu conteúdo, sempre que posso acesso seu site. Sou muito afavor com a saúde e bem estar e alimentar de nossas crianças. São esses tipo de artigos que ajudam nós leitores. Obrigado e até mais.

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      Olá, Rafael. Obrigada pelo comentário que nos estimula em nosso trabalho pelo bem-estar integral da primeira infância. Se quiser ter acesso a mais conteúdos sobre o tema, navegue em nosso site: http://www.fmcsv.org.br Abraços e boa semana!

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    Pelo que eu entendi nesse blog algumas coisas ainda ficaram faltando mais detalhes.Ideal seria detalhar mais esse site para melhor entendimento. Abraços Alina :)

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