Coisa de menino. Coisa de menina… Conceitos ultrapassados?

A educação sexista (que reproduz concepções de gênero preestabelecidas) tem perdido espaço. Muitos especialistas defendem que, se queremos um mundo mais igualitário, é preciso acabar com estereótipos. O que você, educador da Primeira Infância (período da gestação aos seis anos), pensa a respeito?


Boneca é pra menina, carrinho é pra menino. Parece que tais afirmações começam a não fazer mais sentido desde que, nos últimos vinte anos, as mulheres ganharam o direito ao voto, ingressaram no mercado de trabalho, passaram a frequentar a universidade, adiaram a maternidade e dividiram as despesas da casa com seus parceiros.

Esse é o tema da matéria “Boneca é coisa de menino, sim: por uma educação menos sexista”, do site Educar para Crescer.

Destacamos aqui um trecho da reportagem para a sua reflexão:

“A escola, muitas vezes, também colabora para a perpetuação dessas crenças ao manter divisões entre os sexos nas brincadeiras e reforçar estereótipos, quando, por exemplo, uma professora elogia a doçura de uma aluna e a objetividade de um aluno ou justifica a agressividade como algo próprio dos garotos. Felizmente, as coisas estão começando a mudar”.

A matéria dá exemplos de escolas que trabalham a questão, como em São Paulo e Belo Horizonte, onde meninos e meninas são estimulados a brincar do que quiserem e os professores recebem formação para intervir adequadamente.

Você concorda com essa abordagem? Como é na pré-escola onde você atua? Deixe aqui a sua opinião.

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Comments

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    O meu filho antes de fazer tres anos comecou a desenhar algo parecido com carros. A partir dos tres anos os seus rabiscos se tornaram mais claros, eram carros mesmo que ele com menos de tres anos desenhava.
    Nao acho que nesta idade nós os Pais possamos tê-lo influenciado para desenhar carros ao invés de bonecas,assim penso que isto já era NATO do seu ser menino.
    Como mae tive mais é que apoiá-lo na sua sexualidade. Entretanto ensinei.o também a auxiliar nos trabalhos de casa. Nisto eu vejo nao como coiosa de mulher, mas como uma necessidade para uma vida futura e independente.

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    Tudo tem limite. Como bem colocou a professora Jussara, precisamos preparar a criança para a vida mas não a ponto de colocar em risco sua integridade física e emocional como aconteceu em uma dessas escolas em BH onde um menino urinou na roupa por ter vergonha de compartilhar banheiro com as meninas ou dos garotos que foram estimulados a vestirem-se de “princesas”.
    Vejam o que aconteceu numa escola onde a ideologia de gênero está sendo imposta sem nenhum esclarecimento aos pais ou familiares das crianças.
    http://conscienciacrista.org.br/perigo-a-imposicao-da-ideologia-de-genero-na-educacao/

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    Parabéns pela provocação! Nós Professores de Educação Infantil, precisamos revisitar nossa prática pedagógica e refletir sobre que sociedade queremos para o futuro de nossos Alunos.
    Se queremos manter os estereótipos preconceituosos envolvendo esse e vários outros temas como Raça, Religião, Discriminação Social, Deficiência, Consumo, Preservação da Natureza, ou se queremos transformar essa sociedade que temos, numa sociedade mais justa e menos opressora.

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    sinceramente, ainda sou das antigas em relação a dar todo o poder de decisão às crianças pois elas necessitam de bons formadores bons exemplos. Uma coisa é vc ensinar um menino a cuidar de sua irmãzinha, outra coisa é deixar q ele se transforme em “mãe” de sua irmã. tive três filhos, e de acordo com a idade fui ensinando a cozinhar, lavar, passar, pois, um dia precisariam, como precisaram, morar distante e só, então não passar apuros por não saber fazer.nem por isso eu ensinei que eles podiam escolher o sexo que desejavam pois nasceram homens e deveriam continuar homens mesmo fazendo atividades que até pouco tempo seriam apenas para as meninas. a gente muda de profissão mas não muda de sexo por conta disso. acho q as pessoas estão muito equivocadas qto a esse assunto.

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