Como parcerias entre governo e sociedade civil fortalecem a primeira infância

O tema desenvolvimento infantil integral requer alianças para transformar intenções em práticas eficazes que, de fato, favoreçam o bem-estar da criança. Por isso, parcerias entre a gestão pública e as organizações sociais podem ser estratégias bem-sucedidas nesse sentido. Saiba mais.

Temas tão amplos como a primeira infância precisam de soluções em grande escala para beneficiar o maior número possível de pessoas que, nesse caso, são as crianças e suas famílias.

Quando uma organização social se une ao poder público (prefeitura, governo estadual ou federal), juntam-se dois itens fundamentais: conhecimento técnico e abrangência. Quando o setor privado também se alia a esses outros dois atores, pode-se contar com maior aporte de recursos, além de outro olhar que agrega força à ação.

No caso da dupla organização da sociedade civil e poder público, existem algumas características a se observar para que qualquer iniciativa alcance bons resultados.

Embora as organizações sociais exerçam função pública, elas não substituem o Estado no que se refere à oferta de serviços. Por outro lado, cabe ao Estado garantir que a iniciativa seja implementada, dando condições e infraestrutura física e humana para isso. Ter clareza desses papéis tende a manter cada parte da parceria no seu foco e, ao mesmo tempo, unir diferentes competências importantes.

Quando o poder público reconhece o papel social das organizações, as parcerias acabam por compor a política pública de primeira infância do município ou do estado.

Um exemplo concreto dessa realidade foi a nossa experiência em sistematizar o programa Mãe Coruja Pernambucana, em 2016, a partir do monitoramento e avaliação das intervenções, para que se possa disponibilizar essa experiência a qualquer estado que queira adotar ações articuladas pelo desenvolvimento infantil. O processo se deu junto ao Governo de Pernambuco.

É importante que fique claro, nesse modelo, qual é o conceito de parceria. Diferentemente de apoio ou colaboração, que é uma ajuda pontual de uma instituição a uma ação específica de outra, ou do patrocínio, que se resume ao aporte de recursos, a parceria envolve um “compartilhamento mais profundo de objetivos e expectativas de resultados. […] É preciso que haja sintonia na concepção, no planejamento e na realização daquilo que se quer, e algum nível de complementaridade entre os parceiros. […] Geralmente há reciprocidade e as instituições complementam racionalmente os recursos” (Organização da sociedade civil e escola pública: uma parceria que transforma).

Ou seja, para a criação de políticas públicas, contar com as organizações da sociedade civil pode ser uma maneira de ampliá-las, fortalecê-las e disseminá-las. Há vários exemplos no Brasil. Conheça alguns deles:

 

Na sua cidade ou estado você tem bons exemplos de parcerias? Conte aqui pra gente.

Fonte: Educação e Participação

Leia mais

Roteiro de desenvolvimento infantil: programas-referência em primeira infância

Entrevista – Investir na primeira infância não é “gasto”. É investir no País!

 

Confira a página Desenvolvimento Infantil, da FMCSV, no canal do Youtube. Acesse, assine o canal e compartilhe o que é preciso saber sobre a Primeira Infância.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

*

*