Criança pequena participa da gestão da escola

A experiência não é inédita, mas também não é uma prática comum na educação infantil: dar voz aos alunos para que opinem e façam reivindicações à gestão da pré-escola. Como educador, o que você acha disto?

Na EMEI Dona Leopoldina, na cidade de São Paulo, uma experiência tem ganhado força desde sua implementação, em 2012. A escola criou um conselho deliberativo formado pelos alunos de quatro e cinco anos.

De cara, veio o pedido: acabar com a obrigatoriedade do soninho após o almoço. Quem quer, pode tirar a soneca. Quem não quer, pode brincar, participando das atividades pensadas a partir daquilo que os alunos mais gostam de fazer. A reivindicação foi acatada depois de pais e professores entrarem em acordo a respeito.

Os responsáveis pela criação dessa estratégia acreditam que estabelecer um Conselho como esse, participativo, é reconhecer a inteligência e as necessidades da criança, estimulando o seu protagonismo. Os resultados são sentidos no dia a dia: mais engajamento dos alunos nas atividades e ações da escola, envolvimento com o aprendizado, postura crítica diante das diversas situações.

O Conselho também foi ouvido no pedido de aquisição de novos brinquedos e na adaptação dos balanços para as crianças deficientes.

“Os estudantes possuem uma ótica diferente da do adulto e que precisa ser levada em consideração. A criança é produtora de cultura, autora, competente, sujeito de direito e tem suas próprias visões de mundo”, explicou Márcia Harmbach, diretora da escola, em entrevista ao portal De Olho nos Planos, que inspirou este post.

E você? Conhece alguma experiência como esta? Conte aqui pra gente.

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