Crianças superdotadas também precisam de ajuda!

Aquela criança não tem interesse por nenhuma atividade na escola. Aquela outra é superativa e tem um comportamento inadequado. Outra, ainda, não presta atenção em nada… Se você já se viu diante de um desses casos no seu trabalho pela Primeira Infância, talvez tenha tido contato com uma criança superdotada.

Crianças superdotadas ou com altas habilidades existem e não são poucas. Pela falta de conhecimento no assunto, muitos acabam rotulando-as como portadoras de Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH), ou ainda, como depressivas, desinteressadas, alheias… Não faltam adjetivos, mas ainda falta um olhar cuidadoso sobre elas.

Felizmente, tem gente pensando no assunto e orientando pais e profissionais envolvidos na rede de proteção de crianças e jovens (Saúde, Educação e Assistência Social).

Em São Paulo, desde 2005, a Associação Paulista para Altas Habilidades/Superdotação (APAHSD) tem se dedicado a esclarecer melhor o assunto, promover políticas públicas de atenção a esse indivíduo, além de mostrar à sociedade quais são os direitos e as necessidades dos superdotados.

Para cumprir seu papel, a APAHSD conta com um time de especialistas, das diversas áreas do conhecimento, e com pais e familiares de pessoas nessa condição, que se dedicam a defender os direitos dos alto habilidosos.

Os pais que acham que seu filho é superdotado podem levá-lo à Associação para uma avaliação criteriosa, que pode confirmar e identificar em quais áreas a criança apresenta altas habilidades. Além de dar apoio à criança e sua família e orientações às escolas, a instituição também oferece cursos de extensão e pós-graduação sobre o tema para educadores e todos os profissionais envolvidos no cuidado e desenvolvimento na infância.

Pais podem frequentar os cursos livres com o objetivo de entender melhor as habilidades de seus filhos para potencializá-las, contribuindo ao desenvolvimento sadio da criança. A sociedade como um todo também tem espaço na Associação, participando de palestras e workshops.

Além de um trabalho direto com os superdotados e suas famílias, a Associação atua para desmistificar o tema, ajudando o superdotado a ter seu lugar na sociedade e desenvolver seu potencial.

A criança superdotada, quando não cuidada devidamente, pode se tornar apática e desmotivada na escola, justamente porque os desafios que lhe são propostos ficam muito aquém de suas habilidades. Os resultados são o baixo rendimento escolar e uma socialização comprometida. Se não compreendida e acolhida, essa criança vivencia um enorme estado de frustração e decepção.

Como o tema é muito importante, a Fundação Maria Cecília Souto Vidigal fez uma parceria com a Associação Paulista para Altas Habilidades/Superdotação para a aquisição de conteúdo sobre o tema, que compartilharemos neste blog para ajudar você no seu trabalho com a Primeira Infância.

Aproveite e acesse o site da Associação para saber mais e conhecer os cursos, palestras e documentos orientadores

Comments

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  1. avatar

    Tenho uma filha de 08 anos que cursa o 2° ano. É taxada como superativa, hiperativa…tenho vontade que ela faça um teste. Quero saber do seu potencial cognitvo antes de dar uma ritalina, por exemplo.Sou pedagoga e o que sempre ouço a respeito dela é que ela poderia estar melhor na escola se…

  2. avatar

    Projeto excelente
    Gostaria de estar participando.Sou psicanalista e psicopedagoga clinica.

  3. avatar

    Bem interessante este assunto e o texto. Eu apenas gostaria de saber quem o escreveu. Grata.

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