Dificuldades de leitura e escrita podem indicar dislexia

Um artigo desenvolvido por profissionais do Instituto ABCD explica como a criança aprende a ler e escrever. Também traz orientações para que os educadores e pais percebam se ela apresenta alguma dificuldade, que pode ou não ser sinal de um transtorno de aprendizagem, como a dislexia.

Pinçamos algumas informações do artigo para você saber mais sobre o tema e trabalhar com as crianças, na creche ou pré-escola, e com os pais.

Como você provavelmente já sabe, desde os primeiros anos de vida, a criança “escreve” por meio de rabiscos no papel, representações simbólicas que ganham significado à medida que as habilidades cognitivas (intelectuais) vão se desenvolvendo.

Quem já não vivenciou aquela experiência gostosa de a criança dizer que vai escrever o nome e voltar com um monte de traços, apontando “aqui é o meu nome, aqui é o seu”?

No entanto, vale lembrar que a aquisição da leitura e escrita é diferente do aprendizado da linguagem oral. Os estímulos do ambiente acabam facilitando a conversa. Quanto mais os adultos interagem com a criança, contando histórias, nomeando objetos, explicando situações, mais rapidamente ela aprende a se expressar pela fala.

Para ler e escrever, ela precisa de outros mecanismos, conhecidos como instrução formal. Ou seja, a criança tem de ter um contato mais sistematizado com estímulos gráficos próprios da língua escrita, contando com a mediação de um adulto, porque precisa desenvolver sua consciência fonológica (reflexão sobre como os sons da fala se organizam).

O artigo ressalta que:

“Desde a década de 1970, profissionais das áreas da Saúde e da Educação vem estudando e demonstrando a importância do processamento fonológico para o desenvolvimento da leitura e da escrita. A consciência fonológica, uma das habilidades deste processamento, refere-se à percepção de que a fala pode ser segmentada em unidades menores (como sílabas e fonemas) e à habilidade de manipular tais segmentos (…). Diversos estudiosos da área recomendam, inclusive, que a estimulação das habilidades fonológicas deve ser realizada o quanto antes, preferencialmente na pré-escola”.

Esse estímulo ajuda a perceber se a criança apresenta alguma dificuldade, podendo antever problemas que indiquem dislexia, como:

 falta de interesse em jogos que envolvam os sons da língua (rimas, repetições)
 dificuldade para dividir palavras faladas em sílabas
 dificuldade no reconhecimento de palavras que rimam (exemplo: gato, rato, pato)
 problemas para relacionar as letras a seus sons correspondentes
 dificuldade para reconhecer fonemas (por exemplo: não saber qual palavra de um conjunto [bolo, vaca, carro], se inicia com o mesmo som de “casa”).

Nestes casos, buscar ajuda de um especialista o quanto antes pode prevenir maiores danos ao aprendizado da criança e ajudá-la a superar suas dificuldades.

Para saber mais sobre o tema, acesse o site do Instituto ABCD, onde tem muita informação para o seu trabalho pelo desenvolvimento infantil.

Fonte: artigo “A consciência fonológica e o desenvolvimento da leitura e da escrita”, de Daniele Pereira de Souza, Psicóloga e Psicopedagoga, e Maria Fernanda Simões dos Santos, Fonoaudióloga, especialistas do Instituto ABCD.

Leia mais
Dislexia. Afinal, o que é isto? 
Por que algumas crianças não conseguem aprender?

Confira a página Desenvolvimento Infantil, da FMCSV, no canal do Youtube. Acesse, assine o canal e compartilhe o que é preciso saber sobre a Primeira Infância.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

*

*