Experiência circense em creche promove a inclusão de crianças com deficiência

Na cidade de Manaus, AM, em uma escola pública de educação infantil, a inclusão de crianças com deficiência não só é realidade como tem um toque lúdico, divertido e potencializador da autoestima e de habilidades motoras, físicas e relacionais. Confira!

Na semana em que se comemora o Dia Internacional da Pessoa com Deficiência (3 de dezembro), a Fundação Maria Cecilia convidou o Instituto Rodrigo Mendes, referência no tema, para contar um pouco de sua experiência, que tem no esporte a ponte para gerar mais igualdade e respeito às diferenças e necessidades de crianças com deficiência.

Nossa conversa começa com um caso de sucesso, entre tantos que colorem nosso imenso país. Na capital do Estado do Amazonas, na Creche Municipal Magdalena Arce Daou, dezoito crianças com deficiência, de um a cinco anos, fazem parte de uma iniciativa criada pela professora de educação física, Elis Ferreira, depois que frequentou a formação oferecida pelo projeto “Portas Abertas”, do Instituto em parceria com o UNICEF e a Fundação FC Barcelona, que foca na atividade física como potencializadora da inclusão. Graças à insistência de Elis, ao apoio da direção da escola e à parceria de outra educadora, ela montou um circuito circense que, aos poucos, conquistou as outras professoras e suas turmas.

Elis pensou em tudo para que a iniciativa alcançasse o sucesso esperado. Ela envolveu as famílias, por meio de reuniões, e os pequenos, com a exibição do filme espanhol “Cordas” e a apresentação de um grupo circense, para que todos tivessem contato com a prática. Eles vivenciaram as atividades e, por fim, experimentaram, individualmente, o circuito em si. Pronto! As crianças já estavam apaixonadas pela experiência, que virou rotina diária.

Cada estação do circuito tem um objetivo bem definido. É o caso do uso de bambolês no chão para fortalecer os membros inferiores.

As conquistas individuais e coletivas da turma são muitas. Dentre elas:

  • melhorar o caminhar
  • diminuir as quedas
  • aumentar a socialização das meninas e dos meninos com deficiência
  • desenvolver e aprimorar diversas capacidades físicas e motoras
  • potencializar a autoestima e autoconfiança
  • aprender a fazer escolhas (ninguém é obrigado a participar)
  • conquistar a autonomia
  • exercitar a solidariedade (uma criança ajuda a outra)
  • saber esperar a sua vez

 

Como o espetáculo não pode parar, assista ao vídeo sobre esse projeto* tão bacana (disponível em versões acessíveis, com legendas, Libras e audiodescrição), que pode inspirar as suas ações para também promover, onde você estiver, a inclusão social de crianças com deficiência. Bom trabalho!

*O projeto Portas Abertas para a inclusão disponibiliza um Relatório de impactos e uma Coletânea de práticas para compartilhar experiências exitosas pelas escolas públicas e inspirar educadores de todo Brasil. Clique aqui para acessar.

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Confira a página Desenvolvimento Infantil, da Fundação Maria Cecilia, no canal do Youtube. Acesse, assine o canal e compartilhe o que é preciso saber sobre a primeira infância.

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