Oba! Mais benefícios do leite materno!

Uma pesquisa revela novos aspectos positivos do leite materno para a criança pequena. No final do post, também falamos sobre a alimentação da mãe que amamenta. Compartilhamos tudo isso com você para que possa ter bons argumentos nas suas conversas sobre a importância do aleitamento com as gestantes do seu trabalho pela Primeira Infância.

O “Instituto Nacional de Saúde e Centro para Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos” publicou os resultados de uma pesquisa que monitorou 1.500 gestantes e, depois, seus bebês, desde o nascimento até os seis anos de idade.

Mês a mês as mães relatavam se seus filhos tiveram gripe, sinusite, pneumonia, infecções de garganta ou ouvido ou, ainda, urinária.

Depois de reunir todas as informações, os pesquisadores concluíram que as crianças amamentadas por pelo menos nove meses vivenciaram 70% menos risco de doença relacionada à garganta e ao ouvido e 30% menos casos de sinusite se comparadas às crianças que receberam o leite materno por apenas três meses.

Os relatos das mães não levaram a conclusões sobre o leite materno influenciar ou não no combate à gripe, à infecção urinária ou pulmonar nas crianças analisadas. Os cientistas responsáveis pelo estudo afirmaram, na revista médica Pediatrics, que “o leite materno é rico em fatores imunológicos que ajudam a criança a lutar contra infecções na infância. Porém, os mecanismos pelos quais o leite da mãe continua protegendo a criança, mesmo quando ela para de ser amamentada, ainda não estão claros”.

Para conhecer a pesquisa na íntegra, basta acessar “Breastfeeding and Risk of Infections at 6 Years”, na revista Pediatrics.

É bom lembrar que a mãe também tem vantagens ao amamentar. Ela evita a anemia pós-parto, que traz consigo sintomas como cansaço físico e queda de cabelo, porque a sucção do bebê libera mais ocitocina, um hormônio que ajuda a recuperar o útero, diminuindo o sangramento.

No período de amamentação, a mulher precisa redobrar os cuidados com a alimentação, já que a demanda energética é bem maior do que na gestação. Dietas restritivas nessa fase não são recomendadas.

Veja algumas dicas importantes nessa fase para a mãe sentir-se fortalecida. No entanto, ela deve procurar a orientação de um profissional para ter a sua dieta específica. O quadro traz algumas informações para que você saiba minimamente o que é importante nesse período tão especial.

– Fracionar as refeições seis vezes ao dia.
– Tomar de três a quatro litros de água por dia.
– Aumentar a ingestão de verduras, legumes e frutas.
– Consumir alimentos que sejam fontes de ferro (carne e vegetais folhosos verde-escuro), de cálcio (sardinha, salmão, brócolis, couve, semente de gergelim, amêndoa) e de ácido fólico (peixes, brócolis, tomate, acelga, couve, rúcula).
– Optar pelos cereais integrais.
– Não consumir bebidas alcoólicas

– Não fumar

Estas e outras informações estão na matéria “A alimentação das mães que amamentam”, da revista Crescer.

Comments

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  1. avatar

    Exagerada a recomendação de 3 a 4 litros de água por dia. Mais eficaz é orientar a observação da aparência da urina – a importância de mantê-la clara.

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