Qualidade, inclusão e investimento: fatores essenciais para o sucesso de políticas pela infância

Um artigo publicado pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) chamou nossa atenção. No texto, o argentino Adrián Rozengardt fala sobre a importância de se garantir um equilíbrio de “forças” na implementação e manutenção de políticas públicas, especialmente quando se trata de primeira infância. Mas que equilíbrio é este? Vamos conferir?

Por ganhar cada vez mais espaço nas diferentes sociedades, fato que começou a tomar fôlego nos anos 70, a primeira infância acabou por criar, em torno de si, uma grande rede de atores para defender e garantir seus direitos. Além de alguns governos, que assumiram essa bandeira, existem outras instituições envolvidas, como as da sociedade civil organizada, associações comunitárias, organizações internacionais, grupos religiosos e, claro, a família.

Em cada realidade, essa rede se apresenta de uma maneira. Pode ser formal ou não; pode fazer parte de uma ampla estratégia de governo ou não.

Independentemente do tamanho dessa conjuntura, todas as formatações de uma rede em favor dos primeiros anos de vida, segundo Adrián Rozengardt, tem como objetivo criar e fomentar melhores políticas de desenvolvimento infantil.

Mas ele ressalta que, embora existam muitas iniciativas nesse sentido, é essencial que três elementos estejam sempre equilibradamente presentes, para garantir o êxito das ações:

Qualidade – Pode parecer óbvio, mas manter a qualidade de políticas, programas ou ações não é tão simples. Isso significa garantir boas interações entre a criança e os agentes envolvidos, espaços e equipamentos adequados para que a iniciativa aconteça, capacitação e remuneração justa aos profissionais, participação da família, dentre outros aspectos. Por fim, é preciso que essa ação esteja articulada a outras políticas locais e que existam mecanismos de monitoramento e de avaliação que permitam corrigir possíveis problemas de percurso.

Inclusão – Qualquer que seja a iniciativa é essencial que ela favoreça a participação do maior número possível de crianças, independentemente de sua condição econômica e de outros fatores que ainda excluem grupos de ações sociais importantes. No entanto, garantir a inclusão dos pequenos mais vulneráveis é dever cidadão daqueles que implementam e mantêm a ação.

Investimento – Para o autor do artigo, não há política sem investimento, o que significa o uso de recursos federais, locais e internacionais.

“Encontrar o equilíbrio entre qualidade, inclusão e investimento permite a confluência de maiores e melhores esforços estaduais e sociais para produzir uma mudança qualitativa e sustentada ao desenvolvimento infantil”, conclui o autor, que ainda lança uma pergunta: “Você conhece experiências de grande investimento e de má qualidade e inclusão ou vice-versa?”

Se conhece, compartilhe aqui conosco.

Para conferir o artigo na íntegra, em espanhol, clique aqui.

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