Roteiro de desenvolvimento infantil – 1: A Saúde e as relações parentais positivas

Nesta primeira parte do roteiro, vamos falar das intervenções que a área de Saúde pode fazer, nas visitas domiciliares e nos postos de atendimento, para preparar a família a vivenciar uma parentalidade positiva. Tais intervenções precisam estar contempladas nos programas e políticas públicas de primeira infância das cidades e estados. Clique nos links, destacados em azul, para se aprofundar nos temas.

A preparação da família para ser um ambiente que promova o bom desenvolvimento infantil começa antes da gestação.

As equipes de Saúde podem proporcionar às famílias das comunidades uma educação específica, com cursos sobre gestação, paternidade e maternidade. Essa intervenção tende a gerar mais segurança à futura gestante, que também saberá valorizar o pré-natal. Os papais provavelmente serão mais ativos durante a gestação e após o nascimento, assumindo o seu papel nessa dinâmica.

Durante a gestação, é essencial que os programas contemplem a identificação das necessidades e problemas da família que vai receber um bebê. Realidades que envolvem depressão, dependência química dos pais, violência, tabagismo, por exemplo, acabam expondo a gestante e o feto a riscos, como o baixo peso ao nascer, defeitos congênitos e até o óbito (da mãe e/ou criança).

Detectar precocemente esses problemas possibilita implementar intervenções mais adequadas, além de aproximar o profissional das famílias, criando mais confiança e segurança, o que favorece a adesão ao tratamento ou à iniciativa definida para combater determinado problema.

Durante a gravidez, ações educativas são primordiais para mostrar à mulher os tipos de parto possíveis a fim de que ela faça uma escolha consciente. Além disso, saber como se dá esse momento diminui a angústia e o medo da mãe, ampliando as chances de ela optar pelo parto normal (se não for uma gravidez de risco), mais saudável para ela e para o bebê, conforme preconiza a Organização Mundial da Saúde (OMS).

Outra intervenção muito importante está relacionada à promoção do afeto e do vínculo. Nas conversas individuais ou em grupos de gestantes, ter espaço para expressar sentimentos e conflitos sobre a maternidade, com orientações também afetivas e cuidadosas dos profissionais a respeito do cuidado com o bebê, acaba por plantar boas sementes para que o afeto seja construído ainda no útero e possa se fortalecer após o nascimento.

Já no parto, é importante que os procedimentos adotados pelos profissionais promovam esse vínculo. Atitudes simples, como o contato pele a pele da mãe com o recém-nascido, favorecem a criação do apego, que molda o temperamento da criança, além de estimular o desenvolvimento dos sentidos do bebê.

Na segunda parte do roteiro, confira materiais que mostram a importância de intervenções após o nascimento e em todos os momentos dos três primeiros anos de vida, que não podem faltar nas políticas públicas voltadas à primeira infância.

Fonte: “Ações da Equipe de Saúde da Família no Fortalecimento dos Cuidados Familiares que Promovem o Desenvolvimento Integral da Criança Pequena”, in Fundamentos da Família como Promotora do Desenvolvimento Infantil – Parentalidade em Foco

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