Roteiro de desenvolvimento infantil: a amamentação

A amamentação é importante para a mãe e o bebê. Por isso, precisa ser estimulada. No entanto, muitas mulheres têm dificuldade no começo e algumas acabam desistindo de dar o peito. Para apoiá-las, seja como profissional, pai ou familiar, confira neste roteiro informações científicas e práticas a respeito. Basta clicar nos links, em azul, para ter acesso a livros, folhetos e vídeos sobre o tema.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) orienta que bebês até seis meses devam ser exclusivamente amamentados com leite materno. Depois desse período, alimentos sólidos precisam, aos poucos, fazer parte da dieta da criança, mantendo a amamentação como complemento, até, no mínimo, os dois anos de idade.

A ciência mostra que motivos não faltam para essa conduta. O primeiro deles é que o ato de amamentar, pele com pele, fortalece o vínculo entre mãe e bebê (página 76 à 77), gerando segurança para a criança, o que beneficia uma relação que começou ainda no útero (página 70 a 73).

Outro aspecto é que o leite materno é rico em fatores imunológicos, ajudando a combater infecções na infância.
O aleitamento materno pode evitar 13% das mortes de crianças com menos de dois anos, daí a importância de se criar políticas públicas e programas que estimulem a amamentação, especialmente nas populações em situação de vulnerabilidade social (página 8).

A ciência também já credita a crianças que foram amamentadas por mais tempo maiores níveis de inteligência, escolaridade e renda financeira na vida adulta.

Felizmente, uma boa parte das famílias brasileiras concorda com essa importância, mas ainda é preciso conscientizar mais (Capítulo 3, a partir da página 20).

Por isso, um trabalho com as gestantes, mostrando como amamentar, e com mães, na maternidade e nos primeiros dias, é fundamental (página 24 à 26). Preparar os profissionais que atuam com a saúde e bem-estar da primeira infância, também. Eles são os primeiros a dar esse apoio, envolvendo pais, parceiros e familiares nesse processo de contribuir ao aleitamento materno com base em práticas saudáveis e eficientes.

Aliás, é essencial que parceiros e pais aproveitem a licença-paternidade para estar presentes nesse momento tão importante (página 73 à 75).

No caso de mulheres que não conseguiram amamentar, ou de crianças adotadas, existe a opção de usar leite humano, estocado em mais de 200 bancos de leite espalhados pelo País. Outras mães, que tiveram de interromper o aleitamento, caso queiram voltar a dar o peito, podem usar a estratégia da relactação.

Vale lembrar que a amamentação no peito é o ideal, mas nem sempre possível. Por isso, analisar e ajudar cada mãe, de acordo com sua realidade, é nossa prioridade para que a criança seja acolhida e cuidada da melhor maneira.

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Comments

4
  1. avatar

    Porque tantos profissionais ainda nos condenam por amamentar o bebê após um ano?

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    Olá, tenho um filho de um ano e três meses e estou decidida a amamentálo até os dois anos pelo menos. Mas leveio a uma neurologista pediatrica e ela reprovou eu ainda estar amamentando meu filho pois segundo ela atrapalha o desenvolvimento da hipófise, visto que criança que mama acorda na madrugada para mamar interferindo num sono longo. Fiquei na dúvida, mas decidir continuar amamentando. Vocês podem me falar algo nesse respeito?

  3. avatar

    Tenho uma filha é amo ama mentala.
    Amamentar e à vida e o futuro do bebê.
    Amei o trabalho de vocês parabéns.

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