Roteiro de desenvolvimento infantil: a fase dos 4 aos 6 anos

Tem criança que não gosta de ser chamada de bebê, especialmente quando está passando dos 3 para os 4 anos. Não é à toa. As mudanças nesse período da primeira infância são marcantes. Por isso, selecionamos vários materiais que o ajudarão a entender melhor o que acontece nessa fase para que possa apoiar os pequenos em suas descobertas e desenvolvimento. É só clicar nos links azuis.

Para começar, quando a criança completa 4 anos, ela passa a frequentar a pré-escola, não mais a creche. Uma mudança significativa que pode fazer diferença no seu aprendizado, se for um espaço de qualidade e interação saudável com seus pares e os adultos (página 9 a 11).

Por isso, estudos e pesquisas que ajudem a encontrar saídas para qualificar a pré-escola são cada vez mais explorados. Com base neles, sabe-se, por exemplo, que formação do professor, infraestrutura adequada, material didático, garantia de vagas (especialmente a crianças em situação de vulnerabilidade social), dentre outros temas, precisam ser focos de políticas públicas.

Uma boa pré-escola, de acordo com especialistas, impactará positivamente o aprendizado da criança nos segundo e terceiro anos e, também, na adolescência (páginas 11 e 12).

Mas sozinha a escola não faz nada. A integração entre ela e a família é determinante para que a criança, especialmente entre 4 a 6 anos, possa sentir-se segura e aberta ao novo no seu dia a dia de mais relações com o outro e o mundo externo (capítulo 3). O ponto de partida para que esse diálogo entre família e escola aconteça é o conhecimento mútuo entre as duas instituições. Por um lado, a família entendendo e acolhendo a proposta pedagógica da escola (capítulo 2). Por outro, a escola aceitando e respeitando diferentes dinâmicas e estruturas familiares (capítulo 7)

Na área da saúde, olhar para essa fase da vida continua sendo fundamental. Cuidar para que a criança se desenvolva emocional e fisicamente é tarefa de todos os adultos ao seu redor. Dieta equilibrada para evitar anemia, desnutrição e obesidade, além das imunizações (vacinas) são alguns dos itens que não podem ser esquecidos de jeito nenhum (páginas 9 e 10). Programas sociais têm se dedicado a esse aspecto. Um deles vai além, dando apoio a famílias com crianças nessa fase. É a Estratégia Saúde da Família, do Governo Federal (capítulo 6), mas ainda precisamos fazer mais.

Outro aspecto que nunca pode ser deixado de lado é o cultivo de um vínculo forte e sadio. Aos 4, 5 e 6 anos, a criança já consegue se expressar com mais clareza, fazendo valer o que pensa e o que quer. Desenvolver um “bate-bola” saudável com ela, ou seja, um diálogo consistente e afetivo, vai facilitar, por exemplo, o entendimento sobre limites, valores e habilidades como autorregulação (ou o autocontrole de emoções) e resiliência (capítulo 5), importantes para a conquista da autonomia e de uma boa autoestima.

Uma das estratégias para criar vínculos permanentes é por meio do brincar, que nessa fase da infância é cheio de magia e faz de conta (capítulo 82).

Nesse brincar estão incluídas todas as pessoas que são referências para a criança, ou seja, que convivem com ela o dia a dia , e que podem participar ou apenas estar por perto, dando espaço para que ela conduza os momentos de brincar com seus pares, brincar sozinha ou, ainda, interagir com os adultos.

Com base na sua experiência com crianças, quais outros aspectos você destaca para esta fase do desenvolvimento infantil? Conte aqui pra gente!

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Confira a página Desenvolvimento Infantil, da Fundação Maria Cecilia, no canal do Youtube. Acesse, assine o canal e compartilhe o que é preciso saber sobre a primeira infância.

Comments

1
  1. avatar

    Muito bom

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