Roteiro de desenvolvimento infantil: a importância da família

Documentos, livros, vídeos… Reunimos várias fontes sobre este tema essencial para você que trabalha com a primeira infância ou que deseja manter um ambiente familiar favorável ao desenvolvimento de seus filhos. É só clicar nos links, marcados em negrito.

A importância de se apoiar a família, com o objetivo de fortalecer uma infância saudável para nossas crianças, ganha espaço aqui e no mundo, especialmente a populações mais vulneráveis. Isto porque o meio onde os pequenos nascem e crescem faz toda a diferença para, dentre outros aspectos, a formação do cérebro. Famílias com adultos ausentes, deprimidos, agressivos ou dependentes de drogas, em situação de pobreza e violência, sem condições de higiene, expõem as crianças a um risco frequente que pode comprometer o seu desenvolvimento em todos os níveis (páginas 8 e 9).

Também temos o desafio de mostrar aos pais e adultos de referência da criança (aqueles que convivem com ela no dia a dia) que brincar, passear, ouvir atenciosamente o que ela diz é tão fundamental como cuidar de sua alimentação e higiene. Embora muitos pais e cuidadores realizem essas ações com seus filhos, grande parte ainda não sabe a importância delas como formas determinantes ao desenvolvimento da criança  (página 20 à 28).

Quando a criança é pequena, as figuras do pai e da mãe, ou daqueles que cuidam dela (avós, tios, dentre outros), têm um significado especial. Para começar, durante a gravidez, fase em que a mulher está mais sensível às emoções, aberta aos sentimentos mais profundos, ela pode se preparar melhor para as futuras necessidades do bebê que, ainda, está aprendendo a conhecer. O pai é o parceiro para que isso aconteça, apoiando a mãe com carinho e compreensão, acompanhando-a no pré-natal, deixando-a mais segura para vivenciar essa fase com tranquilidade. O bebê sentirá esse ambiente acolhedor, mesmo estando no útero, o que favorecerá seu bem-estar (página 124 à 137).

O vínculo se fortalece com a chegada do bebê. Amamentá-lo no peito ajuda a criar essa aproximação entre mãe e filho, além de todo o bem que o leite materno proporciona à criança. A participação do pai nesse e em outros momentos mostra à criança que existe outra pessoa ao seu lado além da mãe. Esse apoio, que vai além da ajuda, porque significa assumir o papel de pai ativo, torna os primeiros dias de vida mais serenos.

Quando a criança cresce, é principalmente na família que ela aprende valores e limites, tendo mais bagagem para encarar os desafios fora dela. Birras, discussões, diálogo, limites, autonomia… Temas como estes farão parte do cotidiano e a forma como serão acolhidos e resolvidos pelos familiares vai influenciar o comportamento da criança (página 32 à 53).

Por isso, projetos e políticas públicas de primeira infância precisam focar também nas famílias, sejam elas as tradicionais ou aquelas com novas configurações e que têm os mesmos direitos e deveres.

“Eu não acredito em criança negligenciada pela mãe. Eu acredito em criança negligenciada pelo ambiente. Se uma mãe negligencia uma criança a ponto de ela ficar sem saída, cadê as outras pessoas? Uma criança não é só filha de uma mãe. Ela é neta de alguém, ela é sobrinha de alguém, ela é vizinha de alguém, ela é cidadã de algum lugar. Ela tem uma nacionalidade”
Vera Iaconelli, psicanalista e participante do filme O Começo da Vida.

Torna-se, então, fundamental atuarmos para garantir que todas as famílias tenham acesso a uma educação materna (apoio de políticas públicas que deem orientações claras sobre os cuidados consigo mesma e com o bebê) e prevenção de depressão pós-parto, ao planejamento familiar, a licenças parentais (página 4 à 13), dentre outros direitos, previstos por leis e que, muitas vezes, não são acessíveis ou são negligenciados para uma grande parcela da população.

Mudar esse cenário é o nosso papel!

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Comments

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  1. avatar

    Sou psicóloga e trabalho com crianças. Virei fã de vocês e vou divulgar para os pais e colegas de trabalho.
    Parabéns.

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