Roteiro de desenvolvimento infantil – Ações que fortalecem famílias e crianças

Confira documentos, vídeos, palestras, links de programas e políticas públicas espalhadas pelo mundo que focam nos primeiros anos de vida e ajudam a promover a parentalidade. Eles foram apresentados nas edições do “Simpósio Internacional para o Desenvolvimento da Primeira Infância”. Basta clicar nos links destacados em azul para saber mais.

No Simpósio Internacional de 2012, Kate Billingham, diretora de projetos do Programa Family Nurse Partnership, mostrou a contribuição desse programa, aplicado na Inglaterra, mas desenvolvido nos EUA. Baseado em visitas de enfermeiras a jovens grávidas de baixa renda, a cada quatro semanas, o programa (considerado de baixo custo) propiciou uma melhora na saúde pré-natal das mães visitadas, um maior intervalo de tempo entre as gestações, um retorno estimado de US$ 3 a US$ 5 para cada US$ 1 investido e, principalmente, uma ampla base de dados científicos a respeito de um desenvolvimento saudável.

Nessa mesma edição do Simpósio, Sandra Grisi, professora titular do Departamento de Pediatria da Faculdade de Medicina da USP, apresentou o Projeto Região Oeste, uma plataforma de ensino e pesquisa com atenção à saúde e ao acompanhamento do desenvolvimento das crianças dessa região da cidade de São Paulo. O projeto apresentou alguns dados como a relação entre a obesidade de mães e filhos, problemas de ansiedade e depressão em 20% das crianças entre cinco e nove anos, baixo peso em recém-nascidos e níveis baixos de educação, renda e consumo, contribuindo ao planejamento de ações.

Na educação infantil, durante o Simpósio de 2013, Simone de Jesus Souza, Bacharel em Licenciatura em Língua Portuguesa e Literatura Brasileira pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro, professora de Educação Infantil, compartilhou os muitos desafios enfrentados naquela cidade. Um deles é a alta demanda por vagas para crianças de zero a três anos. Uma das soluções foi criar o programa PIC (Primeira Infância Completa), um modelo alternativo para atender crianças que ainda não estão nas creches, abrindo espaços educativos aos sábados com oficinas e ações voltadas à Educação, à Saúde e à Promoção Social, tanto para a criança como para seus pais ou cuidadores.

No Simpósio de 2014, Nisha Patel, consultora para políticas e filantropia, explicou que investir na primeira infância significa reduzir a criminalidade, o número de jovens grávidas, as taxas de prisões, dentre outros problemas sociais. A formação dos pais, segundo Patel, influencia na vida dos filhos e sem ela não há mobilidade econômica. É importante focar na parentalidade para que as famílias possam dar melhores condições de desenvolvimento aos filhos. 

Pensando nisso, criaram-se intervenções, nos EUA, que melhorassem o nível educacional dos adultos. O programa CAP Tulsa, em Oklahoma, por exemplo, acontece nos centros de educação infantil e atingem os pais. Um estudo é realizado para detectar qual nicho de mercado está em ascensão. Com essa informação, é oferecido aos pais treinamento para que possam candidatar-se às vagas de trabalho. Esse treinamento acontece durante o período da primeira infância dos filhos e melhora a condição econômica das famílias.

Mais recentemente, no VI Simpósio Internacional, em 2016, Maria Caridad Araújo compartilhou o exemplo bem-sucedido do programa Cuna Más, no Peru. Seu principal foco é apoiar as famílias para que possam participar e contribuir ao desenvolvimento das crianças de até 3 anos. Para isso, capacitam facilitadores, pessoas da própria comunidade, que, por meio de visitas domiciliares, atuam com os adultos de referência da criança (pais, avós, tios, cuidadores) a fim de que estes interajam positivamente com os pequenos, por meio de jogos, conversas, brincadeiras, leitura, música, dentre outras atividades lúdicas.

Também no VI Simpósio, María Adelaide López, da aeioTU Fundación Carulla, explicou sobre o trabalho que a fundação realiza nos centros educacionais espalhados pela Colômbia, para prestar serviços de qualidade à primeira infância, fazendo a articulação com os pais das crianças atendidas. Na creche, no centro das relações, estão as crianças e os cuidadores. O objetivo é criar no adulto uma cultura de reflexão, que dialogue, que se pergunte como adquirir mais habilidades para acompanhar e apoiar o desenvolvimento da criança.

Existem muitas outras iniciativas que estão ajudando a mudar realidades e a prover um melhor desenvolvimento infantil. Por isso, é importante conhecê-las porque podem servir de base a ações em cidades e estados para fortalecer a primeira infância brasileira.

Agora é aguardar o VII Simpósio Internacional para conhecer as novidades no tema. Por isso, fique atento. Em breve, as inscrições estarão abertas.

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