Roteiro de desenvolvimento infantil: alimentação da gestante e do bebê

Um estudo publicado pela Revista Paulista de Pediatria mostra que boa parte de pais e familiares, muitas vezes, baseiam-se em informações contidas em sites populares para definir a alimentação de seus filhos, correndo riscos de adotar orientações pouco saudáveis. Pensando nisso, e no Dia da Alimentação Saudável, celebrado em 16 de outubro, reunimos livros, documentos, vídeos e informações sobre o tema. Basta clicar nos links em azul para saber mais.

Uma boa alimentação é essencial durante toda a vida, mas na gestação é necessário ter cuidados bem especiais para que a mãe e o bebê vivenciem essa etapa da melhor maneira possível. Anemia, desnutrição e diabetes gestacionais não são incomuns nesse período, para a mulher. Por isso, suplementos de ferro e ácido fólico podem ser indicados à gestante pelo médico, além de uma dieta balanceada. Tudo para evitar não só problemas de saúde nas mães, mas, também, prematuridade e baixo peso ao nascer e deficiências no desenvolvimento físico e mental da criança, por exemplo ( página 4 a 7).

Com relação ao bebê, o ideal é que a criança comece a mamar no peito já na primeira hora após o nascimento, quando será nutrido pelo colostro (página 95) e continue se alimentando exclusivamente de leite materno até os seis meses (página 8).

Além dos benefícios para o desenvolvimento do bebê, o leite materno promove o fortalecimento do vínculo, a percepção de ser amado e de estar em um ambiente seguro ( páginas 24 e 25).

Mas, e se não for possível o aleitamento? Neste caso, a mãe pode optar pelo leite humano, distribuído em centros especializados, ou o pediatra irá indicar fórmulas que substituam o leite materno, de acordo com o histórico de cada bebê, que tem todas as condições de também se desenvolver sadiamente. O que nunca se pode deixar de lado é criar maneiras de estreitar o vínculo com a criança que, mesmo sem o peito, tem de se sentirá acolhida.

Após esse período, a família começa o desmame, introduzindo alimentos mais sólidos nas refeições da criança, conforme as orientações do especialista, intercalados às mamadas, recomendadas até, no mínimo, os dois anos (página 9).

Conheça a experiência da família de Ana Paula e Daniel, que compartilhou essa vivência com a gente, na série “Quando Tudo Começa”.

Encarado por muitos pais como um período complexo, que geralmente se concretiza por volta de um ano, ou quando a mãe não consegue mais amamentar, essa experiência é significativa (página 82 e 83), porque simboliza um processo de perda que, embora dolorido, irá preparar a mulher e a criança para outras situações da vida (página 118).

Neste momento, mais uma vez, a participação do pai da criança é fundamental para apoiar a mãe e o bebê nessa mudança.

O importante é seguir uma rotina e oferecer a criança alimentos que contribuam ao seu desenvolvimento. Por isso, é essencial que a família esteja atenta ao que vai oferecer ao pequeno, porque, nos primeiros anos, ele constrói seus hábitos alimentares, que poderão refletir em toda a sua vida.

Açúcares, que não os das frutas, sal em excesso, alimentos e sucos industrializados não são indicados e podem levar ao sobrepeso e obesidade e, ao mesmo tempo, à desnutrição (páginas 26 e 27) e a problemas de saúde, como diabetes e hipertensão (pressão alta).

Fique ligado porque, na sexta-feira, dia 14 de outubro, vamos publicar uma entrevista exclusiva com Daniel Hoffman, especialista em nutrição infantil, que trará mais informações sobre o tema.

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Confira a página Desenvolvimento Infantil, da Fundação Maria Cecilia, no canal do Youtube. Acesse, assine o canal e compartilhe o que é preciso saber sobre a primeira infância.

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