Roteiro – Políticas públicas para fortalecer a participação dos pais

Na semana do Dia dos Pais, queremos compartilhar algumas iniciativas que se propõem a sensibilizar famílias, pais e sociedade sobre a importância da atuação da figura paterna no cotidiano da criança, para favorecer seu pleno desenvolvimento. Muitas ações já existem na sua cidade ou estado e, talvez, precisem de mais divulgação. Outras servem para inspirar os gestores públicos a criar políticas de primeira infância com esse foco. Aprofunde-se nos temas, clicando nos links destacados.

Recentemente, aqui no blog, falamos da importância do pai para o desenvolvimento da criança. Muitos avanços, nesse sentido, já podem ser celebrados, mas ainda é preciso caminhar mais. Principalmente quando as estatísticas mostram números preocupantes:

  • 5,5 milhões de crianças brasileiras não possuem o nome do pai na certidão de nascimento (Censo Escolar, 2011) .
  • Entre as 67 milhões de mães identificadas no País, 31% são consideradas “solteiras” . Ou seja, cerca de 20 milhões de mulheres criam seus filhos sem ajuda e ou participação dos pais (Instituto Data Popular, 2015).

 

Levando-se em conta que estudos científicos comprovam a essencial participação do pai no desenvolvimento infantil, algumas leis preveem esse direito, que deve ser garantido à criança, sempre que possível (página 58 a 68). Algumas delas são:

 

É no Marco Legal que encontramos este parágrafo sobre o papel da família e, consequentemente, a importância do pai:

“A Primeira Infância é o período da vida humana considerado mais sensível às influências do meio social e físico. (…) É nos primeiros seis anos da vida – e ainda mais particularmente nos três primeiros – que a criança forma a noção de si própria e do outro, que se constitui sujeito, um eu frente ao outro, que forma o vínculo afetivo com sua mãe e seu PAI, com seus irmãos e familiares. Esse vínculo é tão essencial que, sem ele, a criança pode ficar instável, insegura, sentir-se perdida num mundo de desconhecidos, de situações atribuladas.”

Então, como as gestões municipais e estaduais podem favorecer a paternidade ativa? Primeiro, acreditando na importância desse aspecto no desenvolvimento infantil. Segundo, muita vontade política e, por último, criação e implementação de políticas públicas capazes de oferecer subsídios para que o pai exerça o seu papel com qualidade, durante todo o desenvolvimento de seu filho.

Isso significa criar meios e oportunidades que favoreçam a presença do pai, especialmente nos primeiros anos de vida:
Pré-natal – ações que conscientizem sobre a importância de acompanhar a mãe nas consultas e exames e a fazer o pré-natal masculino
Parto – iniciativas que estimulam o pai a ficar na sala do parto durante o nascimento, caso a mãe assim deseje.
Pós-parto – incentivos a empresas para que adotem a licença-paternidade estendida; formações que preparem os pais para apoiar as mães nos trabalhos domésticos e nos afazeres do dia a dia com a criança; iniciativas que apontem aos pais importância de participarem das consultas com o pediatra.

Você conhece alguma cidade ou estado que tenha ações focadas na paternidade responsável? Então, conte aqui para a gente!

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Confira a página da Fundação Maria Cecilia, no canal do Youtube. Acesse, assine o canal e compartilhe o que é preciso saber sobre a primeira infância.

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