Uma nova geração de pais revoluciona a paternidade no mundo

Tudo indica que assumir a paternidade de forma compromissada e plena já é realidade em muitas famílias! Uma ótima notícia para todos nós que acreditamos que o papel do pai no desenvolvimento da criança é essencial, especialmente nos primeiros anos de vida.

Estamos avançando! Os homens pais, em muitas partes do planeta, estão ocupando o seu lugar na criação de seus filhos, exercendo o que chamamos de paternidade positiva. É uma verdadeira emancipação masculina.

Ferramentas tecnológicas, como as redes sociais, têm permitido que eles troquem experiências, compartilhando relatos emocionantes do ser pai, experimentando uma onda de descobertas e emoções que até pouco tempo era endereçada apenas à mãe.

A relevância dessa mudança de paradigma, em que o pai se torna cada vez mais participante, é, segundo especialistas, uma maneira indireta, mas bastante significativa, de combater problemas sociais como a violência doméstica e o trabalho infantil.

Mas as políticas públicas precisam favorecer esse movimento para que se fortaleça. Em outros países, por exemplo, a licença-paternidade dura meses (na Suécia são três). No Brasil, oficialmente, ela tem cinco dias e, com o Marco Legal da Primeira Infância, desde março de 2016, pode estender-se a 20 dias nas corporações filiadas ao programa federal Empresa Cidadã. Felizmente, existem relatos de empresas que adotaram a licença estendida, mesmo sem fazer parte da iniciativa do governo.

Alguns estados e municípios também se mobilizam para atuar em favor dessa maior participação. O Rio de Janeiro é exemplo disso. Desde 2002, uma iniciativa, que começou com uma semana, se transformou no Mês da Valorização da Paternidade, em toda rede pública de saúde, iniciativa do Comitê Vida, um grupo de trabalho intersetorial que integra diversas instituições.

O tema paternidade é tão importante que faz parte dos cinco eixos da Política Nacional de Atenção Integral à Saúde do Homem (PNAISH).

Tal relevância mereceu a elaboração do relatório “A Situação da Paternidade no Mundo: Resumo e Recomendações” (State of the World’s Fathers), lançado em 2015 pela Campanha Internacional de Paternidade MenCare. O Brasil participou da pesquisa, geando também a publicação do documento “A Situação da Paternidade e Cuidado no Brasil”. A organização também lançou, em 2014, o “Programa P: Manual Para o Exercício da Paternidade e do Cuidado”.

Mas por que será que a paternidade ativa é tão importante e deve fazer parte de intervenções em programas e políticas públicas de primeira infância? Veja algumas respostas:

  • O cuidado paterno favorece o desenvolvimento cognitivo e emocional do bebê.
  • A figura paterna tem importância distinta para meninos e meninas.
  • Homens que se envolvem na divisão de tarefas domésticas e no cuidado com as crianças contribuem para que os meninos sejam mais equitativos quanto à questão de gênero e para que repitam esse tipo de comportamento na vida adulta.
  • Meninas em contato próximo com o pai podem construir maior autonomia e autoestima.
  • Quando o pai está envolvido ou demonstra interesse na vida escolar, as crianças apresentam, comprovadamente, melhor desempenho e são mais propensas a completar os estudos.
  • A mulher se sente melhor no puerpério, consegue aumentar o tempo de amamentação e tem ajuda para construir sua nova rotina.
  • Após a licença-paternidade, aumenta a produtividade do homem, diminui o número de demissões, havendo um ganho geral também para a empresa.

 

Como mobilizar o pai para que exerça seu papel? A melhor maneira é envolvê-lo desde a gestação, inclusive estimulando-o a fazer o pré-natal voltado aos homens. É importante também criar oportunidades para que esse envolvimento se perpetue (participação nas consultas mensais com o pediatra, cursos, palestras, visitas domiciliares que levem atividades que envolvam os pais, dentre outras iniciativas).

Então, mãos à obra!

Fonte: MultiRio

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