Vacina: forte aliada dos bebês prematuros

Toda criança segue, durante a vida, um calendário de vacinação para proteger-se de doenças que prejudicam o seu desenvolvimento. Os bebês prematuros também têm um calendário, mas com períodos diferentes de aplicações.

Como você sabe, a vacinação é um serviço clínico preventivo e que geralmente confere uma imunização duradoura, porque ela interrompe a circulação da bactéria ou do vírus que causa a doença. Vacinar significa proteger não só a criança, mas, também, os indivíduos que não foram vacinados.

Os programas de vacinação para a Primeira Infância são uma grande vitória da saúde pública no século 20, já que as doenças infecciosas eram uma fonte de doenças infantis, causando deficiências e até mesmo a morte.

Muitas conquistas foram alcançadas depois que as vacinas passaram a fazer parte da rotina de saúde das crianças. A varíola e a poliomielite, por exemplo, acabaram erradicadas no Ocidente e os casos de sarampo sofreram redução de mais de 99%.

Os bebês prematuros merecem atenção especial e por isso é fundamental que você mostre a importância da vacinação aos pais dessas crianças, nascidas com menos de 37 semanas de gestação.

Para facilitar o seu trabalho, reproduzimos aqui o calendário da SBIM (Associação Brasileira de Imunizações), em que estão incluídas as vacinas disponíveis nos postos de saúde e aquelas que, embora não tenham sido incorporadas à rede pública, são aprovadas pelo Ministério da Saúde. Também inclui as vacinas combinadas para reduzir o número de picadas e favorecer um maior conforto ao bebê.

Se você quiser ter acesso ao calendário de vacinação de crianças não prematuras, acesse o post Calendário de Vacinação Infantil: fique de olho nas datas! http://www.desenvolvimento-infantil.blog.br/calendario-de-vacinacao-infantil?utm_source=Blog&utm_medium=calendario-de-vacinacao-infantil03012013&utm_campaign=Metas

Vacinas para prematuros
BCG ID – Aplicada na maternidade em recém-nascidos com peso maior ou igual a 2 kg.
Rotavírus– Não utilizar a vacina em ambiente hospitalar.
Hepatite B – Primeira dose (dose 0) na maternidade. Posteriormente, as outras duas doses (esquema 0-1 ou 2-6 meses). Nos recém-nascidos com menos de 33 semanas de gestação e/ou com menos de 2 kg de peso no nascimento, usar o esquema com quatro doses (esquema 0-1-2-7 meses).
Palivizumabe – Durante o período de circulação do vírus sincicial respiratório em nosso país (março a setembro).
Tríplice bacteriana – Preferencialmente usar vacinas acelulares.
Influenza (gripe) – Respeitando a idade cronológica. Vacinar contactantes (crianças e adultos). Duas doses a partir dos seis meses com intervalo de 30 dias entre elas.
Poliomielite – Utilizar somente vacina inativada (injetável) em recém-nascidos hospitalizados na unidade neonatal.
Pneumocócica conjugada – Iniciar o mais precocemente possível (aos dois meses), respeitando a idade cronológica. Quatro doses: aos dois, quatro e seis meses e um reforço aos 15 meses.
Haemophilus Influenzae tipo b (Hib)– Na rede pública, para os recém-nascidos prematuros extremos, a DTPa (tríplice bacteriana – difteria, tétano e coqueluche) é disponibilizada pelos CRIEs (Centros de Referência de Imunobiológicos Especiais) e, nesses casos, a conduta do Ministério da Saúde é adiar a aplicação dessa vacina para 15 dias após. As vacinas combinadas de DTPa com Hib e outros antígenos são preferenciais, porque permitem a aplicação simultânea e se mostram eficazes e seguras para esse bebês.

No site da SBIM http://www.sbim.org.br/ você encontra outras informações sobre o calendário.
Saiba mais sobre a importância da vacinação na Enciclopédia da Criança http://www.enciclopedia-crianca.com/pt-pt/vacinacao-infancia/qual-e-sua-importancia.html

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